
Mais de uma centena de utentes concentraram-se este sábado em frente ao Hospital de Vila Franca de Xira em protesto contra o anunciado encerramento das urgências de Obstetrícia e Ginecologia e transferência desse serviço para o Hospital Beatriz Ângelo, em Loures.
São grávidas de cinco concelhos que, face a esta medida anunciada pelo governo, vão ser obrigadas a percorrer mais de 60 quilómetros para serem atendidas na urgência do Hospital Beatriz Ângelo, um hospital que vive já sob forte pressão pela dimensão dos concelhos que serve. A estes (Loures, Odivelas, Mafra e Sobral de Monte Agraço) o governo decide juntar utentes de Alenquer, Benavente, Arruda dos Vinhos, Azambuja e Vila Franca de Xira.

Este protesto, que contou com a presença de autarcas destes cinco concelhos do distrito de Lisboa e que foi organizado pela Comissão de Utentes dos Serviços Públicos, contou com as intervenções de Célia Portela em representação da Plataforma de Lisboa em Defesa do SNS, de João Nicolau, presidente da Câmara Municipal de Alenquer, de Elson Semedo, do Sindicato da Função Pública, Paula Santos, deputada do PCP na Assembleia da República, Rita Branco do Sindicato dos Enfermeiros de Portugal, João Proença da FNAM e Nélia Ferreira do MUSP.

No final foi aprovada uma moção que defende a manutenção do funcionamento dos Serviços de Urgente Obstétrica naquele Hospital de Vila Franca de Xira, e considera o seu propalado encerramento como uma “machadada deste governo no direito à saúde consagrada na Constituição da República Portuguesa”.
No documento os utentes exigem a “valorização dos profissionais de Saúde, a contratação de profissionais em falta para o hospital e também para os cuidados de saúde primários”.
A moção, aprovada por unanimidade pelos presentes, vaio ser enviada ao Primeiro Ministro e Ministra da Saúde, bem como aos autarcas destes concelhos do Estuário do Tejo.
